IA em produção: o que sobrevive fora da demo
RAG com busca híbrida e resposta verificada, agentes com grafo explícito de estados e perguntas em português virando SQL auditável. Com custo por requisição, latência e taxa de acerto medidos desde o primeiro dia.
A demo funciona porque quem pergunta é quem construiu. A pergunta sai com as mesmas palavras do documento, uma por vez, sem contexto anterior. Em produção, quem pergunta é alguém que não leu o documento, usa outra palavra para a mesma coisa e emenda uma segunda pergunta sem repetir o assunto.
É aí que a arquitetura de três linhas quebra, e quase sempre pelos mesmos três motivos: sinônimo e sigla, pergunta de acompanhamento, e resposta plausível construída em cima de trecho errado. Nenhum deles se resolve trocando de modelo.
O que eu entrego é a engenharia ao redor do modelo, que é onde mora a diferença entre impressionar numa reunião e aguentar uso diário.
- RAG
- LangGraph
- MCP
- Text-to-SQL
- pgvector
- observabilidade
Quando faz sentido
CHAME PARA ISSO
- Existe muita informação em texto, mudando com frequência, que hoje alguém precisa ler para responder pergunta de cliente ou de time interno.
- A empresa já tem um protótipo com LLM que ninguém confia o suficiente para colocar na frente do cliente.
- A pessoa de negócio precisa de número que está no banco, e hoje depende de alguém escrever a consulta.
- A conta da API de modelo cresce todo mês e ninguém sabe o custo por requisição.
NÃO CHAME PARA ISSO
- A informação está estruturada num banco e a pergunta é sempre a mesma. Aí o certo é gerar SQL ou fazer um relatório, não montar pipeline de busca.
- São cinco documentos que cabem inteiros no contexto. Mande os cinco.
- O dado está desatualizado na origem. Nenhuma arquitetura de recuperação conserta isso, e o problema é outro.
O que você recebe
Recuperação que aguenta vocabulário real
Busca híbrida, vetorial e por palavra-chave, com os resultados combinados e reordenados. Uma cobre o buraco da outra justamente nas consultas que mais irritam o usuário: as que têm sigla, código ou nome próprio no meio.
Verificação antes de exibir
Um passo entre recuperar e responder, que checa se os trechos sustentam a resposta. Quando não sustentam, o sistema reescreve a consulta e tenta de novo, ou admite que não sabe. “Não encontrei isso na base” é resposta aceitável; resposta inventada com fonte falsa não é.
Agentes com limite explícito
Grafo de estados em vez de laço torcendo para convergir. Delegação, ferramentas e critério de parada definidos, para o sistema não gastar dez chamadas onde bastavam duas.
Observabilidade desde o primeiro dia
Custo por requisição quebrado por etapa, latência por etapa e taxa de acerto contra um conjunto de perguntas reais, rodado a cada mudança. Sem isso, ajustar sistema de LLM é chute com sotaque técnico.
Perguntas
- O que é preciso para colocar um sistema de IA em produção?
- Busca híbrida, verificação da resposta antes de exibi-la e métricas por etapa: custo por requisição, latência e taxa de acerto. RAG de tutorial, com pergunta, top-K e resposta, quebra com sinônimos, siglas e perguntas de acompanhamento.
- Dá para usar os documentos internos sem mandar tudo para fora?
- Dá, e isso é decisão de arquitetura, não de modelo. Busca e armazenamento ficam na sua infraestrutura, e só o trecho necessário vai para o modelo. Quando a política da empresa exige que nada saia, o caminho é modelo executado no seu ambiente, com o custo e o desempenho que isso implica, e eu digo esse trade-off antes de você decidir.
- Como sei que o sistema melhorou depois de um ajuste?
- Com um conjunto de perguntas reais com resposta conhecida, rodado a cada mudança. Cinquenta perguntas já pegam a maior parte das regressões. É o que transforma “achei que melhorou” em “melhorou 12%”.
Um caso escrito por extenso: O que separa um RAG de demo de um RAG em produção.
Tem um caso desses?
Me conte em duas linhas. Respondo em até 24h dizendo se é o tipo de coisa que eu faço bem, e se não for, digo isso também.
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